O fim de semana não podia ter começado de pior forma… aliás foi um fim de semana cheio de azares, pelo menos um sábado cheio deles.
Para começar entrei no autocarro errado, devia apanhar o 717 em vez desse apanhei o 713-2. Eu sabia que tinha que apanhar o 717, e sei que 717 é diferente de 713-2 mas com tantas explicações acabei por me confundir. Na paragem final do 713-2 lá fui perguntar ao motorista que terminal de cheongju e ele á explicou com gestos que devia apanhar o 823 do outro lado da rua. Lá fui eu esperar pelo 823 do outro lado da rua. Saí de Ochang às 8:15, devia estar no terminal de cheongju antes das 10:20 para conseguir apanhar o autocarro para Gyeongju. Cheguei ao terminal as 10:25, ou seja, perdi o autocarro. O próximo era só as 12:00. Cheongju é uma cidade porreira, em frente ao terminal de autocarros tinha um shopping… que perdição, o bichinho das compras acordou mal comecei a ver roupa, mas eu consegui domina-lo e não comprei nada! Custou-me imenso porque a roupa era muito tentadora.
Lá apanhei o autocarro para Gyeongju. A viagem durou 3h, fez-se muito bem, algum tempo a dormir, e outro a ouvir música. Fica já aqui expresso e impresso um agradecimento ao meu querido ipod que tem sido uma excelente companhia.
A minha primeira impressão de Gyeeongju foi: “que nojo de cidade”, tinha um aspecto sujo, não é nada bonita, a única coisa nova que tem são os hotéis todos xpto que devem ser caríssimos. Lá encontrei a espelunca do meu hotel, não sei porque mas eu e as espeluncas temos uma espécie de atracção fatal… Pelo menos tinha casa de banho privativa, uma grande televisão, e um computador no quarto. Não sei para que era o pc, não tinha internet… Depois de me instalar no hotel fui à descoberta da cidade. Gyeongju tem imensos sítios para se visitar, comecei com os que estavam mais próximos do hotel. Comecei por ir a um jardim que tinha túmulos, que é como quem diz uns altos de relva, mas até tinha a sua piada, e como estava tudo verdinho até foi bastante giro. Como o dia ainda não tinha acabado os azares também não. Começo a tirar fotos e descubro que me esqueci do cartão de memória da máquina. Naquele momento só me apeteceu uma coisa, voltar para casa. Um fim de semana e o máximo que ia conseguir era tirar 12 fotografias… Muito poupadinha lá tirei algumas fotos aos túmulos e aos outros sítios que fui visitando. Já estava a começar a planear outro fim de semana em gyeongju quando me lembrei de comprar uma máquina descartável. Já fiquei mais animada. Em gyeongju vi alguns turistas,é sempre bom ver pessoas “normais”, e normalmente são sempre muito simpáticos, dizem sempre “hi!”. Quando estava a voltar para o hotel vi uma loja da Samsung, fui perguntar se vendiam cartões de memória, não vendiam. Ao lado tinha a LG, também não tinha, fui a uma 3ª loja só por descargo de consciência e eles vendiam cartões da Sony! :D ganhei o dia, comprei logo um de 2 Gb igual ao que tinha deixado em casa. Já podia tirar fotos à vontade. Fui para o hotel muito mais animada.
Os coreanos têm uma coisa boa, vêm filmes na versão original. No hotel ainda vi alguns bocados de filmes, vi a cnn, e uma entrevista com o bill gates e o donald trump…
No domingo levantei-me cedo, ligo a televisão e o que estava a dar? A única série que consigo ver vezes sem conta e nunca me canso: “sex and the city”, os dois últimos episódios… Já não fiz mais nada, estive ali colada. Quando acabou lá fui eu à descoberta dos templos coreanos. Apanhei um autocarro e fui visitar um templo. Vi imensos budas, tirei fotos a alguns mesmo sendo proibido. Não vim à Coreia para não levar nenhuma recordação, quero lá saber que seja proibido… Depois de visitar o templo apanhei ouro autocarro para ir ver um Buda gigante, muito famoso. Era bonito mas fiquei desiludida, primeiro porque pensava que ía ser muito maior, segundo porque estava protegido por um vidro e aí não dava mesmo para tirar fotos. Não percebo uma coisa, como é que não posso tirar fotos mas posso comprar postais com a fotografia do Buda??? Chulos!
À saída do templo do Buda vi uma espécie de quadros pretos pequenos com coisas escritas. Estavam expostos alguns e eram todos de pessoas de países diferentes. Tinha de imensos países, mas nenhum de Portugal, foi então que eu pensei “Tem que haver um bocado de Portugal na Coreia”. Lá gastei 10.000won para escrever “PORTUGAL”, o meu nome e enviar um beijinho para os meus pais, o meu mano e para todos os meus amigos, tudo na língua de Camões, e sem acordos ortográficos. Agora quando alguém for ler os quadros vai ver o nome do meu adorado país :D
Depois da visita ao Buda regressei a Gyeongju, Na viagem de regresso vi outra parte da cidade, mais nova, mais limpa, e muito mais bonita.
Na paragem de autocarros conheci uma escocesa que está a dar aulas em Cheongju, muito simpática.
Foi um fim de semana cheio de peripécias, mas valeu bem a pena.
By the way, os condutores dos autocarros aqui parecem pilotos de formula1, é cada ultrapassagem, até medo. A condução deles é tão má, eu nem sei para que é que eles têm linhas contínuas, não as respeitam. Também são muito nervosos a conduzir, passam a vida a buzinar, já há muitos anos não ouvia tantas buzinas…
P.S. aqui a hora não mudou, agora a diferença horária entre o meu adorado Portugal e a Coreia é de +9h!
1 comentário:
é bom ler estas coisas sobre ti, saber como te correm as coisas.
Beijinhos
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